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8 de dezembro de 2016

Prefeitura promove casamento de moradores da Residência Terapêutica

Aconteceu em Carapicuíba, na última segunda-feira, 5 de dezembro, o 1º Casamento de Integrantes de uma Residência Terapêutica, casa onde residem ex-pacientes de hospitais psiquiátricos, assistidos pelo Programa de Saúde Mental da Prefeitura de Carapicuíba. A cerimônia religiosa de Rosa e Admil foi realizada no Clube Marbela, na Vila Sulamericana, seguindo os ritos de religiões de matriz africana.


O prefeito Sergio Ribeiro foi o padrinho, ao lado da ex-secretária de Saúde, Dra. Simone Marques Monteaperto. Além do casamento, o clube permaneceu aberto para os usuários do Programa de Saúde Mental: CAPs Adulto, CAPS Alcool e Droga, Caps Infantil, além de entidades conveniadas, como Instituto Léa Rosemberg e Projeto Oficina, em um dia de recreação e confraternização.

A noiva, Rosa, tem 44 anos e ficou internada em um hospital psiquiátrico por 24 anos. Admil tem 46, dos quais 29 permaneceu internado. Ambos são oriundos do Hospital Psiquiátrico das Acácias em Sorocaba e moram na Residência Terapêutica (RT) desde março de 2015. Este foi o primeiro casamento do gênero no Brasil, sendo alvo de reportagem da Globo News.
 
A Residência

Em 27 de novembro de 2014 foi implantado o primeiro serviço de Residência Terapêutica de Carapicuíba, e a primeira da região. Atualmente vivem na RT, seis moradores, sendo cinco homens e uma mulher. Ainda em dezembro deste ano serão incluídas mais duas mulheres para completar oito residentes conforme preconiza o Ministério da Saúde para serviço de Residência Terapêutica tipo 1.

Os residentes são assistidos pelo CAPS Adulto “Estrela da Arte” e UBS Vila Cretti. Diariamente os residentes cumprem atividades acompanhados por cuidadores durante 24 horas por dia, como higiene pessoal, organização de pertences pessoais, trabalhos domésticos, como lavar roupa, cozinhar, dividir tarefas e compartilhar o espaço com harmonia.

As RTs são moradias urbanas que acolhem pessoas egressas de internações psiquiátricas de longa duração, que possuem transtornos mentais e não têm familiares ou suporte social, funcionando como uma casa.

No Brasil, as Residências Terapêuticas estão sendo lentamente implantas. Seu objetivo é reconstruir a identidade social e a garantir dos direitos humanos perdidos durante longos períodos de internação como pacientes com transtornos mentais. 


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